quinta-feira, 29 de agosto de 2013

[Fanfic] Maboroshikutemo - Capítulo 6



Capítulo 6 - Ashita no Kyoku
               
                Enquanto dirigia até o hospital, Yuuki deixou escorrer as lágrimas que contera frente à Jun. Eram lágrimas de pânico em vê-lo naquela situação, e em parte, de alívio por tê-lo ajudado. Quando a ambulância chegou a casa dele, Jun em momento algum soltou a mão de Yuuki. Ela pôde ver que ele estava com dor, mas mais que isso, com medo.
                Antes de entrar no hospital, tratou de acalmar-se. Limpou as lágrimas e retocou a maquiagem, mantendo sua fachada impassível. Demorara tempo demais para construir essa imagem, e esse era o momento em que mais precisava mantê-la.
                Uma hora inteira se passara desde que se sentara num dos desconfortáveis sofás da sala de espera, quando um médico veio em sua direção.
                – Você é Maeda Yuuki? – ele aproximou-se mais, falando baixinho.
                – Hai... – Yuuki respondeu, levantando-se.
                – Matsumoto-san disse que estaria aqui. – o médico sorriu.
                – Sensei, como ele está? – assim que ouviu o nome de Jun, não pôde se conter.
                – Está medicado. – informou, parecendo cansado.
                – Eu posso vê-lo? – as perguntas saíam por sua boca antes que se desse em conta.
                – Venha comigo. – o médico virou-se em direção ao corredor de onde viera – Ele passou por uma série de exames e diagnosticamos pneumonia .
                – Ele vai ficar bem? – Yuuki sentiu uma pontada de pânico.
                – Certamente. Veremos como o quadro dele evolui. – parou em frente a um quarto – Mas devo adiantar que a recuperação necessita repouso. Não o acorde, ele precisa descansar.
                – Sensei, suponho que o senhor saiba que precisamos de sigilo absoluto, não? – Yuuki segurava a maçaneta, pensando na reação da imprensa.
                – Hai. Todo o corpo médico foi devidamente orientado. – sorriu – Mais tarde eu volto para ver como ele está.
                Observou-o seguir até o fim do corredor e então entrou no quarto. Uma máscara de oxigênio cobria parte da face de Jun. Yuuki aproximou-se, e com um movimento delicado, afastou os cabelos da testa dele.
                A imagem que tivera dele era de uma pessoa ambiciosa e fria, focado em seu objetivo e pronto para derrubar qualquer um que entrasse em seu caminho. Vê-lo naquela situação a deprimia.
                Inconscientemente, colocou sua mão sobre a dele e começou a praguejar em mandarim. Sentiu-o apertar seus dedos e viu que seus olhos estavam semiabertos.
                – Pare de xingar. – Jun murmurou, a voz abafada pela máscara.
                – Volte a dormir. – ela sussurrou, soltando a mão dele e sentando-se na poltrona ao lado da cama.
                – Arigatou. – ele sussurrou de volta, fechando os olhos novamente.

                Yuuki acabou adormecendo ali mesmo, e acordou com o dia amanhecendo, o corpo dolorido pela noite mal dormida. Com o susto da noite anterior, ela se esquecera de avisar ao chefe. Levantou-se num salto e seguiu até a porta, detendo-se por um segundo, para observá-lo dormir profundamente. Saiu alisando a saia com as mãos e discando apressada, o número de Johnny Kitagawa.
                Entrando em seu carro, Yuuki informou ao chefe sobre o internamento de Jun, evitando os detalhes sobre como entrara em sua casa e o encontrara. Ele pediu que ela seguisse para a empresa depois de se lavar, que ele passaria no hospital, ver a situação.
                No caminho para casa, Yuuki ouviu o celular tocar. Parou no acostamento e revirou a bolsa em busca do aparelho. Não era o seu que tocava. Retomou a busca e tirou um iPhone branco de dentro da bolsa. Só podia ser de Jun, que ela colocara sem querer na bolsa, no meio da confusão do dia anterior.
                – Hai, Maeda desu. – atendeu, sem pestanejar.
                – Maeda-san? – Aiba estranhou, olhando em seu celular se havia ligado certo – Por que está com o celular do MatsuJun?
               
                Aiba usava boné, óculos escuros e máscara descartável enquanto esperava pelos outros. Sho fora o primeiro a chegar, seguido por Nino e Ohno, todos igualmente disfarçados. Num momento como este, o ideal era não chamar a atenção.             
                – Ano... Será que ele não vai ficar bravo? – Aiba falou baixinho, enquanto esperavam pelo elevador.
                – Se ele vai ou não, não importa. – Sho sussurrou – Agora já estamos aqui.
                – Mas e se ele ficar bravo? – Aiba repetiu, entrando no elevador.
                – Masaki, ele não vai ficar bravo. – Nino acalmou-o – Acho que ele ficaria bravo se não viéssemos.
                – Kazu tem razão. – Ohno sorriu.
                Os quatro seguiram até a recepção, e ainda disfarçados, perguntaram por Jun. As atendentes entreolharam-se e disseram que não havia ninguém com esse nome ali. Tiraram as máscaras e os óculos discretamente e apresentaram-se aos sussurros. Com os olhos arregalados, uma das atendentes informou-os o quarto em que Jun estava e em qual direção deveriam seguir.
                – Viram as caras delas? – Nino riu, andando a frente dos outros.
                – Foi engraçado. – Sho ajeitou o boné – Nunca perde a graça, né Riida?
                – Hai. – Ohno concordou, mas parecia preocupado – Minna, vai ser difícil agora.
                – Ele vai ficar bom logo, Riida. – Aiba tentou tranquilizá-lo e deu alguns tapinhas nas costas de Ohno, mas não conseguia disfarçar sua própria preocupação.
                – Olha, aquele não é o quarto dele? – Sho apontou para uma porta de onde saía um médico.
                – Deve ser. – Nino deu de ombros.
                – Sensei! – Aiba apressou o passo para alcançar o médico.
                – Hai? – o médico virou-se, observando os quatro.
                – Arashi no Aiba Masaki desu. – Aiba curvou-se – Como ele está?
                O médico hesitou por alguns segundos, até que Aiba tirasse novamente os óculos e abaixasse a máscara.
                – Ele está respondendo bem aos medicamentos. – sorriu – A febre cedeu.
                – Sensei, ele vai ficar bem? – Aiba insistiu.
                – Não se preocupe! Ele é jovem e forte, vai ficar bem sim. – o médico falou, confiante, e afastou-se em seguida.
                – Estamos entrando! – Nino falou, enquanto abria a porta, sem cerimônia.
                Com os olhos semiabertos, Jun assustou-se ao vê-los entrar. A máscara de oxigênio havia sido retirada e ele respirava com alguma dificuldade ainda.
                – O que estão fazendo aqui? – Jun falou baixinho.
                – Exatamente o que parece. – Nino começou, sorrindo – Viemos ver como está.
                – Estou com sono. – Jun sorriu.
                – Riida, deve ser algo muito sério! – Nino sussurrou para Ohno – Ele está até brincando!
                – Estou com sono, mas não estou surdo! – Jun reclamou, ajeitando-se na cama.
                – Mau humor detectado. – Nino analisou – Ele está bem.
                Os outros riram, inclusive Jun.
                – Mas como foi que descobriram? – Jun ainda tinha um sorriso nos lábios.
                – Eu liguei pra você e a Maeda-san atendeu. – Aiba contou, ainda preocupado, mas tentando manter a atmosfera calma.
                – Eeeeeeeh?! Meu celular está com ela? – Jun estranhou.
                – Ela disse que deve ter colocado sem querer na bolsa, ontem, na confusão com a ambulância.
                – Faz sentido. – Jun lembrou-se da expressão dela ao entrar no quarto e não pôde deixar de se sentir envergonhado pela maneira como se agarrara à mão dela.
                – Então, ela nos falou que estava aqui. – Aiba continuou.
                – Só isso? – o sangue subiu todo para as bochechas de Jun, ruborizando.
                – Hai. Tinha mais alguma coisa? – Nino sorriu, debochado.
                – Ah, iie. – Jun negou veementemente.
                Antes que Sho pudesse dizer qualquer coisa, seu celular tocou e ele saiu discretamente.
                – Hai, Kumiko-san? – Sho atendeu, fechando a porta atrás de si e abafando a conversa.
                – Minna, hontou ni gomenasai. – Jun falou. Era a primeira vez, em quase 14 anos, que sentia que realmente deveria se desculpar pelo transtorno que estava causando.
                – Daijobu, Matsumoto. – Nino sorriu, lembrando-se das vezes em que Aiba ficara hospitalizado e da maneira que Jun se desdobrava para cobrir os compromissos dele.   
                – Não se desculpe! Só fique bom logo! – Aiba falou, lembrando-se do que Jun dissera a ele, menos de dois anos atrás, quando ficara internado pela última vez.
                – Se esforce para ficar bom! – Ohno sorriu, enquanto Sho entrava novamente no quarto.
                – Ano...Matsumoto, temos que ir. – Sho não conseguia esconder sua apreensão – Voltamos mais tarde.
                Jun sabia que outra reunião havia sido marcada para reorganização das agendas e os outros deveriam se desdobrar ainda mais para cobrir Jun. Ele lembrou-se de quando Aiba ficara doente, e de como todos raramente conseguiam tempo para dormir enquanto ele não estava 100% recuperado.
                – Arigatou por virem! – Jun falou, alto o suficiente para que todos o ouvissem enquanto deixavam o quarto.
                – Gambatte! – Aiba exclamou, fechando a porta atrás de si.

                – Sho-chan, ele se desculpou! – Aiba contou, ainda surpreso com a atitude de Jun.
                – Hontou? – Sho ficou boquiaberto.
                – E agradeceu por virmos também. – Ohno observou.
                – Vindo dele, é estranho né? – Sho comentou, seguindo até seu carro – Riida vem comigo?
                – Hai. – Ohno seguiu-o. Como não tinha carteira de motorista, invariavelmente pegava carona com um deles, ou tomava um taxi.
               
                Após a saída dos quatro, Jun finalmente rendeu-se aos remédios e caiu no sono novamente. Seu quarto quase parecia uma estação de trem: Yuuki saíra com o dia amanhecendo, ele nem pôde vê-la; Johnny Kitagawa estivera ali cedo, assim que Jun havia acordado, e como este ainda estava com a máscara de oxigênio, o chefe disse algumas palavras sobre cuidar de sua saúde e saiu em seguida.
                Depois de ignorar por completo a comida que lhe fora servida no almoço, Jun lembrou-se de seu celular. Chamou a enfermeira, e com um sorriso amarelo no rosto, pediu se ela poderia arrumar um telefone para ele. Poucos minutos depois, a jovem enfermeira voltou para o quarto com seu próprio celular em mãos e entregou para ele, pedindo para chamar quando terminasse de usar, e deixando o quarto em seguida.
                Jun discou o próprio número, e aguardou. Chamou até cair.
                – Pega meu celular e nem me atende! – praguejou, enquanto discava novamente.
                Hai, Maeda desu. Yuuki atendeu no segundo toque.
                – É assim que atende o celular dos outros? – Jun rosnou, um sorriso involuntário em seu rosto.
                – Matsumoto-san! – exclamou.
                – Eu mesmo. – grunhiu – Vai trazer meu celular de volta? – o que ele realmente queria saber, era se ela viria vê-lo novamente, mas seu orgulho jamais permitira que admitisse isso.
                – No fim do dia – começou – se tudo correr bem. – deu um longo suspiro – Precisa de alguma coisa?
                –  Iie, arigatou. – sorriu – Só do meu celular mesmo.
                – Então, matta ne. – desligou.
                Devolveu o celular à enfermeira, exibindo outro largo sorriso e depois deixou que sua mente vagasse até que pegasse no sono novamente. Acordou com o médico checando o medicamento no soro e em seguida, Nino e Aiba chegaram.
                – Mas já voltaram? – Jun sorriu ao vê-los ali.
                – São quase nove da noite! – Aiba constatou, olhando em seu relógio de pulso.
                – Nem percebi que dormi por tanto tempo. – Jun reclamou.
                – É normal dormir bastante. – Nino zombou – Lembra do Aiba-chan?
                – Um dos pré-requisitos para um doente profissional é dormir muito. – Aiba sorriu – Medicamento forte dá sono mesmo.
                – Hum. Mas e aí, como foi hoje? – Jun não conseguiu esconder a curiosidade.
                – Tivemos algumas reuniões e decidimos adiar algumas gravações. Nós não podemos fazer sem você, então, trate de melhorar! – Nino comentou.
                – Gomenasai. – Jun sussurrou.
                – Ei! Nunca pediu desculpas na vida! Não vá gastar todas elas agora! – Aiba brincou, colocando uma sacola sobre a cama – Toma, algumas revistas e mangás pra você ler.
                – E aqui, meu DS. – Nino entregou para Jun – Cuide dele com sua vida, e me devolva depois!
                – Kazu, você nem joga mais nesse! – Aiba constatou.
                – Não importa! É meu e eu quero de volta. – Nino rosnou para Aiba.
                – Eu devolverei inteiro. Arigatou, minna! – Jun sorriu.
                Mesmo com sua personalidade ruim, os outros o estavam tratando do mesmo modo que trataram Aiba quando este adoecera. Talvez eles o vissem como um amigo, afinal. Era tocante isso, considerando que eles trabalhavam como doidos durante todo o dia e ainda davam um jeito de cuidar dele durante a noite.
                Logo, os dois se despediram e deixaram o quarto, prometendo voltar no dia seguinte. Jun queria estar acordado quando Yuuki chegasse, para que pudesse, ao menos, agradecê-la direito, então, abriu o DS e começou a tentar jogar com a mão boa.
                – Poxa, que falta de consideração, Kazu! – Jun resmungou, percebendo que jamais conseguiria jogar com uma mão só, mesmo que fosse a direita.
                Sorriu, largando o DS e abrindo um dos mangás de Aiba. Era o último volume de um shonen que ele acompanhava, então, jogou-se na leitura. Mesmo que estivesse sem lentes, seu problema era para enxergar longe, portanto, conseguia ler perfeitamente. Quando estava nas últimas páginas, uma enfermeira mais velha entrou no quarto e aplicou a medicação novamente.
                – Hora de dormir – a enfermeira sussurrou baixinho, saindo do quarto.

                Quando Yuuki chegou ao quarto, Jun tinha o mangá aberto sobre seu peito, vários travesseiros atrás das costas, de modo que estava quase sentado e dormia profundamente. Ela retirou alguns travesseiros, deitou um pouco mais a cama, fechou o mangá, tomando o cuidado de marcar a página, e cobriu-o melhor.
                Passara em casa antes de vir, e como sabia que acabaria dormindo por ali, tomou um banho e comeu algo. Ele parecia bem melhor sem a máscara de oxigênio, e sua respiração parecia mais uniforme, o que a tranquilizou.
                Novamente, afastou o cabelo dos olhos dele, e depois de uma boa olhada, sentou-se na poltrona desconfortável, retirando os sapatos e soltando os cabelos. Em poucos minutos pegou no sono, observando a respiração irregular de Jun.
                Saiu com dia clareando, observando-o ressonar calmamente, e lembrando-se de deixar o celular sobre a mesa de cabeceira.

                No segundo dia, Sho trouxe revistas, jornais, alguns livros; Ohno trouxe uma revista de pesca, contando alegremente sobre uma das matérias que lera; Nino tentou provar para Jun como era possível jogar com uma só mão, falhando miseravelmente e Aiba trouxe outros mangás, visto que Jun lera todos. Johnny Kitagawa voltara, pedindo que não deixasse sua saúde de lado, e que se esforçasse para ficar bom, porque o Arashi precisava dele.
                Jun não sabia se Yuuki viria novamente, mas ele tinha certeza de que ela havia dormido ali, na noite passada também. Ele sentiu que ela o arrumava na cama, mas não conseguira nem abrir os olhos. Ele ouviu quando ela saiu, pela manhã, mas tampouco conseguiu acordar. Torceu para que ela viesse novamente e pediu para que deixassem um cobertor sobre a poltrona.
                Folheava uma das revistas de economia que Sho trouxera, quando a enfermeira velha entrou novamente, e aplicou a medicação. Quando ela disse “Hora de dormir”, Jun sorriu, pensando que, como dormira ainda mais nesse dia que no anterior, o medicamento não o afetaria tão rapidamente.
               
                Yuuki passara o dia todo pensando se deveria ir e, por fim, resolveu que não conseguiria dormir em casa. Não conseguia nem explicar o motivo, mas sentia que deveria dormir com ele no hospital. Ao chegar, deparou-se com ele na mesma situação que no dia anterior, e cuidadosamente arrumou-o na cama.
                Havia um cobertor sobre a poltrona em que dormira nas duas noites anteriores e tratou de puxá-lo sobre si. Os dois últimos dias haviam sido terríveis na Johnnys e a calmaria do hospital a agradava. Observar o peito de Jun subindo e descendo a acalmava e novamente adormeceu olhando para ele.
                Quando saía do quarto, ao amanhecer, topou com uma senhora no corredor. Tinha mais de 50 anos, certamente, mas parecia muito nova, e era muito bonita. Sua face estava marcada por linhas de preocupação, e andava rapidamente em direção ao quarto de Jun.
                Antes que saísse do hospital, seu celular tocou estridente.
                – Hai, Maeda desu. – atendeu.
                – Yuuki, cubra sua face! Não deixe que ninguém te veja! – Johnny falou, nervoso – E venha para minha casa. Não vá para a JE!
                – Tio, o que aconteceu? – Yuuki estranhou, mas puxou os óculos de sol da bolsa e colocou em sua face, atendendo ao pedido do chefe.
                – Yuuki, vazou para a mídia. Estão todos atrás de você. – ele parecia apavorado – Você está nas capas de todas as revistas.

                Continua...


E que venham outros 30, pelo menos!

Quando o fim do mês de agosto se aproxima, começo a me perguntar que dia devo começar a comemorar. É, tenho problemas com fuso horário e datas.



Jun nasceu dia 30 de agosto de 1983, o que, segundo meus cálculos de fuso horário, me permite começar a comemorar no dia 29 de meio-dia. Mas como gosto demais, começo uma semana antes, e paro uma semana depois. õ/
               
Sim, seus cálculos não estão errados! Esse ano, o caçula do Arashi está completando 30 anos!
 Desde o ano passado, Jun vem se mostrando preocupado com o passar do tempo. Parece que alguém teme chegar na casa dos 30.





Em sua carta do 24 Hrs TV do ano passado, Jun falou sobre isso:

Para o meu eu do futuro. Que tipo de futuro irá me aguardar? Mal posso esperar por meus dias, na faixa dos 30. Quero fazer coisas para as pessoas, porque somos apoiados por muitas pessoas. Quero empurrar nosso apoio para pessoas em quaisquer situações, ou quando estão com problemas. Quero fazer um futuro brilhante. Farei isso.”





No Enjoy vol. 100, ele também não deixou passar o tema:

“Ontem começou o Waku Waku Gakkou!
Esse é o terceiro ano que participamos.
Esse ano apresentaremos lições interessantes!
Minha lição esse ano será "Tic Tac", uma lição sobre tempo.
Quero mostrar a importância do tempo para desfrutar nossa vida, que daqui por diante precisamos ter o tempo como algo precioso.
Espero fazer com que pensem assim  (^ _ ^)

(...)
A primeira metade do ano se passou
Um momento (° _ °)
Isto que dizer que aproveitei?
Provavelmente sim lol"





Enjoy vol. 99, falou sobre se exercitar:

“Faz pouco, mencionei...
que comecei a me exercitar
Decidido a...
Este ano marcará o começo de uma nova etapa na minha vida
A partir de agora, quero ter a força adequada para cantar e dançar.
Tive oportunidade de pensar nisso, pensei e decidi fazer algo a respeito.
Assim, tenho a ajuda de um treinador, uma alimentação adequada e uma rotina de exercícios.
Fazendo essas coisas, com uma postura muito reta, tanto física como mentalmente.
Ainda que não exista uma oportunidade para que vejam meu corpo (risos)
Realmente quero me exercitar.




É, ele realmente está se cuidando XD Mas algo me diz que logo ele arrumará um jeito de mostrar o corpo malhado, afinal, o AraFes está chegando!


                Esse ano, também, Jun aproveitou a Golden Week para viajar para o exterior. Ano passado, foi para Madri e esse ano, Europa de novo. 

QUANDO É QUE VOCÊ VEM PARA O BRASIL, EIN JUN? POXA, TÔ TE ESPERANDO PARA TE LEVAR NUM TOUR PELAS CATARATAS!


Enjoy vol. 98:

"A Golden Week começou!
Abril, foi positivo para meu estudo!
Pude ver peças, filmes, concertos!
Ainda,
Assim como no ano passado, fui para o estrangeiro!
Ainda que no ano passado fui estudar em Nova York.
Desta vez fui para Paris e Londres...
Foi minha primeira vez em Paris e Londres, foi uma viagem emocionante!
Fui ver apresentações ao vivo, apreciei o Museu de Arte...
Em Paris, pude ir ao Museu de Arte de Louvre, se pode sentir a história em casa rua da cidade.
O ambiente parisiano estava muito bom. (risos)
Em Londres também pude sentir sua história e cultura...
Como a Abadía de Westminster e o Big Ben, foi muito agradável visitá-los!
Ainda desde Arte ao entretenimento, realmente foi uma viagem que me estimulou!
Todo esse estimulo me trouxe inspiração, que quero mostrar no futuro com o Arashi.
(^0^)"

              
  Mesmo estando preocupado com o tempo, parece que os anos não passam para ele, e a cada dia, parece mais jovem. Isso é possível? Esse ano mesmo, surgiu um photoset para uma revista, em que ele e Nino, pareciam adolescentes de 17 anos!

                




Olha a carinha redonda dele, quando realmente era criança:




E, voltando ainda mais no tempo, olhem que bebê mais apertável!!





Sem dúvida alguma, esse bebê se tornou um belo homem, que, diga-se de passagem, tem montes de fãs em todo o mundo.




Mas, ao lado do Arashi, Jun ainda é o mesmo baka que era aos 17 anos!





Cada vez que atua, Jun traz mais fãs para si e para o Arashi (eu mesma, foi assim!).


O rebelde Sawada Shin, em Gokusen (2002)





O filhinho-do-papai Bon, em Pikanchi (2002/2004)



O mais adorável Petto (Goda Takeshi), em Kimi wa Petto (2003)





O eternamente teimoso Domyouji Tsukasa, em Hana Yori Dango (2005/2007/2008)






O cozinheiro bipolar Ban Shogo, em Bambino! (2007)




O cara-que-pega-a-irmã-gêmea, Yori, em Boku wa Imouto ni Koe wo Suru (2007)




O pai doente (que me arrancou litros de lágrimas) Yamaguchi Hayato, em Myuu no Anyo Papa ni Ageru (2008)




O cara-que-nunca-tomou-banho, em The Last Princess (2008)




Seu choro desesperado como Hayakawa Bito, em Smile (2009)




O motoboy bonitão, Goto Nozomu, em Saigo no Yakusoku (2010)



O ator ruim, Kusunoki Taiga, em NatsuNiji (2012)




E, finalmente, o detetive-projeto-de-vagabundo, Tokita Shuntaro, em Lucky Seven (2012/2013)





É, são muitos doramas e filmes pra só 30 anos! E olha que esses são só os mais marcantes! ~ Só de fazer essa retrospectiva, deu vontade de ver TUDO de novo!


Agora, deixando de lado esse Jun-ator, o Jun-cantor/dançarino/apresentador, também nos surpreende a cada dia. Porque apesar de sua voz anasalada e seu corpo "minhocado" (como costumo me referir à flexibilidade estranha de Jun), ele é bom no que faz!


O DJ que anima os shows do Arashi (Jun arrumou um novo hobbie, é?)




A mania de abrir/tirar a blusa durante o show (geralmente nos solos) e mostrar as costelas o peitoral.




E sem contar, que Jun era, sem dúvida alguma, a pipoca mais animada no Popcorn!





AAAAAH, Jun, há tanto a se falar sobre você! 
Mas acho que já consegui provar que seus 30 anos de vida foram muito proveitosos e que se os próximos 30 forem como esses que passaram, não há com o que se preocupar.

Então, Jun, fique calmo, curta a nova fase de sua vida e continue nos trazendo entretenimento e nos fazendo rir.



Feliz aniversário, seu eterno baka!



Beijos,
Eloise Zanatto.








segunda-feira, 5 de agosto de 2013

[Fanfic] Maboroshikutemo - Capítulo 5



Capítulo 5 – Face Down


                – Merda! – Yuuki urrou. Os airbags murchavam e a chuva já era uma garoa fina. Uma linha de fumaça saía pelos lados do capô do carro.
                – Obrigada por perguntar. Estou bem. – Jun falou, desafivelando o cinto e tirando o celular do bolso.
                – Ótimo. – Yuuki também pegou seu celular – Eu ligo.
                – Estou sem rede. – constatou – Então é bom que seu celular esteja pegando.
                – Não. – ela olhou para o aparelho em suas mãos.
                – Ela está levantando, maldita! – Jun observava a vaca levantar lentamente e deixar a rodovia – Deveria ter morrido!
                – Temos que tirar o carro da pista. – Yuuki lembrou, ignorando a vaca – Você empurra.
                – Já que é só você quem dirige seu carro mesmo... só tome cuidado pra não bater na árvore. – sorriu torto, apontando para a única árvore à beira da rodovia, muitos metros a frente.
                – Vai logo! – ela disse, praguejando em mandarim.
                Jun empurrou o carro até o acostamento, a chuva ainda fina.
                – Vamos ficar aqui? – ele reclamou, sentando-se no banco do passageiro novamente.
                – Vi um bar à beira da estrada... não faz muito tempo. Deve ter telefone lá.
                – Certo, vamos pra lá então. – Jun pegou a mochila e jogou-a sobre os ombros.
                Deixando o carro à beira da estrada, os dois caminharam em direção oposta a que iam antes. A chuva aumentou gradualmente, raios cortando o céu um após o outro.
                – Você disse que era perto! – Jun gritou para que ela o ouvisse sobre o barulho da chuva caindo sobre o asfalto. Estavam totalmente ensopados, caminhando há mais de 30 minutos e sem sinal do bar.
                – Parecia perto... – Yuuki resmungou, olhando para o chão. Os sapatos de salto estavam acabando com seus pés e seus cabelos grudavam em sua face – de carro.
                – Falei que era melhor eu dirigir. – Jun repetiu, andando rapidamente. Sentia que todos os ossos do corpo estavam congelando.
                – Mas eu nunca bati o carro na minha vida! – protelou, arrancando os sapatos e correndo para alcançá-lo.
                – Incrível como as únicas duas vezes que você bateu envolvessem a mim! – Jun ironizou.
                – Urusai! – grunhiu, tentando acompanhá-lo.
                – Você é teimosa demais! – ele apressou ainda mais o passo.
                – E você é um idiota convencido! – gritou – Se a pista não estivesse molhada eu conseguiria parar.
                – Ou não, né?
                – Fique quieto! Olha o bar ali. – apontou um ponto luminoso.
                – Ali? Temos uns bons quilômetros pela frente até lá! – reclamou.
                O resto do caminho, ficaram em silêncio. Quando finalmente se aproximavam do local, Jun saiu em disparada. O piso molhado da entrada foi o suficiente para que Jun escorregasse. Protegendo o rosto, caiu sobre o braço esquerdo que imediatamente começou a doer. Levantou-se reclamando, enquanto Yuuki o alcançava. Antes que pudesse dizer qualquer coisa sobre o braço, um forte espirro o surpreendeu.
                – Que delicado! Não pode pegar uma chuva que já fica resfriado! – Yuuki falou entre risos.
                – Urusai! – Jun disse, abrindo a porta do estabelecimento.
                Era surpreendentemente quente e vazio. Uma senhora os recepcionou.
                – Konbanwa! – cumprimentou-os, apoiada ao balcão.
                – Konbanwa. – ele resmungou – Posso usar seu telefone? – foi direto, ignorando a simpatia da mulher, que sorria.
                – Não funciona quando chove, gomenasai. – a senhora os observava – Mas posso ceder o quarto do segundo andar para vocês passarem a noite.
                Yuuki estava parada atrás de Jun, e o sorriso que antes ocupava sua face, havia desaparecido completamente.
                – Vocês formam um belo casal. – a mulher completou.
                – De jeito nenhum. – os dois resmungaram em uníssono.
                Entre um espirro e outro, Jun tentou negociar outro quarto, mas só havia aquele disponível. Ela levou-os escada acima e mostrou-lhes onde ficavam os cobertores. Entregou-lhes algumas toalhas e pediu que descessem para comer algo depois de tomar banho e vestir roupas secas.
                O quarto consistia em uma pequena cama de casal, um armário onde ficavam os cobertores e uma janela que dava para a rodovia, coberta por uma cortina de renda. O banheiro ficava na porta ao lado. Era tudo muito pequeno, mas parecia limpo.
                – Pode ir primeiro. – Jun sentou-se no chão, apoiando o braço esquerdo ao peito. Os espirros vinham um atrás do outro e seu braço latejava.
                – Eu não trouxe roupas para trocar. – resmungou – Pretendia voltar ainda hoje.
                Jun abriu sua mochila e tirou a camiseta de seu pijama, jogando para Yuuki em seguida.
                – Eu quero de volta. – disse, espirrando em seguida – Vai logo!
                Após um breve olhar para a peça de roupa que fora emprestada, Yuuki foi para o banheiro. Tomou um banho rápido e vestiu a camiseta, que lhe cobria até os joelhos. Ao voltar para o quarto, Jun ainda estava sentado no chão.
                – Pronto. – anunciou, observando Jun levantar-se e seguir para o banheiro com a mochila nas costas.
                Enquanto colocava as roupas na secadora, Yuuki pôs-se a conversar com a senhora, que cozinhava. O cheiro de karê impregnava todo o ambiente.
                – Ele está bem? – a mulher perguntou, apontando para o andar de cima.
                – Deve estar. – Yuuki falou, pensando nos espirros.
                – Acho melhor chamá-lo. – sorriu – Está pronto.
                Yuuki subiu reclamando por Jun não ter descido sem ser chamado. Chegando ao quarto, percebeu que ele ocupava a cama, enrolado a vários cobertores e tremendo.
                – Você não acha que vamos dormir juntos, né? – ela rugiu.
                – Claro que não. – abriu os olhos – Pode dormir no chão, se quiser.
                – Certo. – resmungou – Agora desça para comer.
                – Não quero. – disse, espirrando novamente.
                Yuuki deixou o quarto, carregando as roupas molhadas de Jun. Enquanto colocava-as na secadora, pensava se haviam cobertas suficientes para que se aquecesse no chão. Informou à senhora que ele não desceria e comeram juntas. O karê estava delicioso e aqueceu seu corpo.
                Encontrou Jun ainda tremendo quando voltou para o quarto. Tirou todos os cobertores do armário e esticou dois deles sobre o chão, um sobre o outro, simulando um colchão.
                – Qualquer homem ofereceria a cama para a mulher... – ela murmurou enquanto esticava as cobertas sobre o colchão improvisado.
                Jun bufou, levantando-se da cama e jogando-se sobre a cama improvisada. Puxou os cobertores que sobraram sobre si.
                 – Satisfeita? – outro espirro.
                Ela jogou-se na cama e cobriu-se. Estava quentinho onde Jun estivera deitado.
                Os espirros dele não cessavam e nenhum dos dois conseguia dormir. Yuuki permanecia imóvel na parte quente da cama e Jun tremia na cama improvisada.
                – Não consigo dormir com todo esse barulho de espirros! – Yuuki reclamou, sem abrir os olhos.
                – Eu estou com frio. – Jun murmurou.
                Alguns minutos se passaram até que ele, ainda espirrando, levantou-se. Estava só com as calças do pijama, seu peito nu. Com só um dos braços, começou a esticar as cobertas que usava sobre Yuuki.
                – O que está fazendo? – ela abriu os olhos, observando-o.
                – Eu preciso dormir. – Jun deitou-se ao lado dela na cama – Fique quieta.
                – Eu disse que não ia dormir com você! – urrou, virando as costas para Jun.
                – Urusai! – outro espirro – Se eu não me aquecer, nenhum de nós vai dormir.
                – Não encoste em mim. – ela foi mais para a ponta da cama.
                – Pode ter certeza que não é isso que eu quero. – ele deu-lhe as costas também.
               
                Em pouco tempo os espasmos de frio e os espirros haviam sido controlados e Jun podia ouvi-la ressonar calmamente. Apesar de estar finalmente aquecido, Jun sentia a garganta irritada e o braço esquerdo doía cada vez mais. Mesmo cansado, não conseguia pegar no sono.
                Em meio ao seu sono calmo, Yuuki virou-se na cama, ficando de frente para Jun. Pela primeira vez, ele pôde ver a delicadeza de seus traços. Seus lábios pareciam macios e os olhos ternos. Afastou os cabelos da face dela com um movimento suave, tomando cuidado para não acordá-la. Pelo colarinho da camiseta, pôde ver uma pequena cicatriz em sua clavícula.
                Olhando para ela e controlando o impulso de tocá-la, Jun finalmente adormeceu.
               
                – Acorda! – Yuuki cutucou suas costelas – Estão vindo nos buscar.
                Jun abriu os olhos. O braço doía ainda mais que no dia anterior.
                – O telefone funcionou? – Jun falou, a voz rouca. Sua garganta estava irritada e logo começou a tossir.
                – Parou de chover e voltou a funcionar. A obaasan preparou café para nós. – Yuukia vestia as roupas do dia anterior – Suas roupas estão secas também.
                Assim que Yuuki deixou o quarto, Jun levantou-se. Escovou os dentes e se trocou, evitando usar o braço esquerdo. Só de pensar em mexer, já doía. Quando Yuuki voltou, reclamando sobre sua demora, Jun dobrava as cobertas usando um braço só.
                – Está tudo bem com seu braço? – Yuuki perguntou, percebendo que ele o mantinha junto ao peito.
                – Só está doendo um pouco. – continuou dobrando as cobertas, Yuuki pôs-se a ajudá-lo, os olhos fixos em seu braço.
                – Posso ver? – Yuuki aproximou-se dele, assim que terminaram de dobrar as cobertas.
                Enquanto Yuuki examinava o braço dele, apertando de leve em alguns pontos, Jun mordia o lábio inferior, contendo-se.
                – Diga se dói! – ela disse, percebendo que ele estava se controlando.
                – Itai! – deixou escapar, quando Yuuki tocou algum lugar próximo ao pulso.
                – Pode ter quebrado. – disse, por fim. Soltou o braço dele, que o encostou novamente ao peito.
                – Ótimo, era tudo que eu queria. – resmungou.
                – Vamos voltar para Tóquio. – Yuuki falou, saindo do quarto. – Desça tomar café.
                – Mas eu preciso falar com a Kazuma-san! –Jun seguiu-a.
                – Eu disse que vamos voltar para Tóquio. – ela parou no meio da escada e encarou-o – Johnny-san me responsabilizou por você, e estou te levando de volta resfriado e com um braço machucado.
                – Maeda-san, está tudo bem. – Jun falou, tossindo em seguida.
                – Não consegue nem fingir que está bem. – murmurou, dando-lhe as costas.
                Yuuki comeu uma porção de arroz e tomou o missoshiro. Jun recusou-se a comer, sua garganta doía. Em pouco tempo, o carro enviado por Johnny Kitagawa chegou e os dois despediram-se da senhora, entregando-lhe o equivalente a pernoite num hotel de luxo, que ela educadamente recusou, repetindo que os dois formavam um belo casal e pedindo que voltassem um dia.
                O silêncio dentro do carro só fora quebrado pela insistente tosse de Jun. Mais do que ficar doente, ele odiava preocupar aos outros ou depender deles para algo.
                – O motorista vai deixá-lo em casa para se trocar e mais tarde eu passo te pegar. – Yuuki falou, quando se aproximavam da casa de Jun.
                – Pra quê? – Jun estranhou.
                – Vou te levar no médico, já que você não pode dirigir assim.
                – Eu chamo um táxi. – disse, entre dentes. Precisar de ajuda, era ruim, agora, ser ajudado por ela era demais.
                – Tudo bem, contando que vá mesmo ao médico...  – era de se imaginar que ele não quisesse mais andar com ela depois do dia anterior.
                – Mas e a Kazuma-san? – Jun lembrou.
                – Eu me viro com isso. Confie em mim. – ela se perguntava se ele ficaria bem a tempo de gravar.
               
               
                Depois de tomar banho, vestir-se e tomar algum remédio para a garganta, Jun chamou o táxi. Só iria ao médico para ver o braço, porque doía demais. O resfriado passaria logo.
                Depois de uma série de exames, o médico concluiu que era um fissura (uma fratura, mas não completa, e sem desvio de osso). Imobilizou o braço com uma tipoia, receitou alguns remédios para a dor e pediu que ele voltasse na semana seguinte. Jun, impaciente, perguntou quando tempo levaria para ficar bom. O médico, sorrindo, disse que em duas semanas estaria bem, se cuidasse.
                Duas semanas podiam parecer pouco para o médico, mas para Jun, era um grande problema.
                Ao deixar o hospital, tomou o cuidado de cobrir bem sua face com o boné e os óculos escuros. Já era quase meio dia quando tomou o táxi para a JE. No caminho para a empresa, seu celular tocou. Era Yuuki. Ele recusou-se a atender.
                Sabendo que precisava falar com o chefe, Jun foi direto para o escritório dele, ignorando os olhares curiosos nos corredores.
                A porta da sala estava aberta, e Jun pôde ver Yuuki, ainda com as mesmas roupas, sentada em frente ao chefe. Provavelmente correra para a empresa, explicar o que havia acontecido. Bateu antes de entrar, atraindo a atenção dos dois.
                – Como está? – Kitagawa perguntou, os olhos fixos na tipoia.
                – Vou ficar bem. – Jun sorriu. Os remédios que tomara em casa acabaram com qualquer sintoma do resfriado, e os que o médico receitara, diminuíram a dor no braço.
                – O que o médico falou? – Yuuki questionou, sabendo que Jun se fazia de durão. O olhar repreensivo de Kitagawa sobre ela, estava incomodando à Jun.
                – Senhor, Maeda-san não tem nada a ver com isso. – Jun deixou escapar – Ela só estava me acompanhando.
                – Isso não vem ao caso agora. – Johnny aumentou o tom de voz – Não desconverse!
                Jun repetiu tudo o que o médico dissera. Passando a mão nos cabelos grisalhos enquanto suspirava profundamente, Johnny Kitagawa marcou uma reunião de Kumiko com o Arashi, informando o que acontecera com Jun e pedindo que reorganizasse sua agenda de modo que o ajudasse a se recuperar o mais rápido possível.
                Sem fazer questão alguma de almoçar, Jun foi direto para a sala do Arashi. Voltou à leitura do script enquanto esperava pelos outros. Depois que Kitagawa dissera que iria pessoalmente falar com Kazuma-san, Jun sentiu-se mais confiante.
                Cada um que entrava na sala, perguntava o que acontecera com seu braço, e Jun se viu repetindo a mesma história mais de três vezes. Kumiko pediu a cooperação dos outros quatro, que concordaram de bom grado em assumir algumas das tarefas de Jun.
                Eles evitavam olhar para Jun ao fim da reunião. Ele bufava, e os quatro estavam cientes de que não haveria agradecimento nenhum pela sua ajuda. Todos ficariam sobrecarregados, mas Jun jamais agradeceria. Se normalmente era azedo, quando precisava dos outros, se tornava insuportável.
               
                Ao fim daquele dia, foi informado que seu carro estava pronto, mas sabendo que não poderia dirigir, acabou contratando um motorista.
                Sho convidou-o para jantar com o grupo na noite seguinte, pois ia apresentar aos amigos sua namorada. Jun disse que talvez iria, afinal, queria saber como ela era.
                Na gravação do VS Arashi, Jun apareceu com o braço imobilizado, e Aiba, sorrindo, contou a história que Kitagawa pedira: Jun havia se machucado ensaiando.
                A caminho de casa, sentiu o peito doer. Decidiu que não iria jantar com os outros, e mentiu, dizendo que tinha outro compromisso. Tomou banho, agasalhou-se bem e enfiou-se sobre as cobertas, o aquecedor ligado. Mesmo com tudo isso, sentia frio e seu peito doía cada vez mais.
               

                Desde que Jun deixara a sala do chefe, no dia anterior, Yuuki não falara mais com ele. Jun não havia dito nada sobre o resfriado para o chefe, e isso a preocupava.
                Depois de um longo tempo andando de um lado pro outro em sua sala, resolveu ligar, e caiu direto na caixa postal.
                No caminho até sua casa, quando deu-se em conta, havia virado e seguia para a vizinhança de Jun. Tocou a campainha algumas vezes, e sem obter resposta, voltou para o carro.  Ela podia ver os dois carros dele na garagem, o que a incomodava.
                Desceu novamente do carro, e tentou abrir a porta. Estava encostada. Deixou seus sapatos de salto no genkan (lugar onde se deixa os sapatos em casas japonesas) e vestiu um par de pantufas.
                 – Sumimasen... – falou, entrando na grande e bem iluminada sala – Matsumoto-san?
                Nunca havia entrado na casa de ninguém sem ser convidada, mas o fato dele não atender ao celular nem à campainha a impeliram a entrar.
                Seguiu até o fim do corredor chamando seu nome. A última porta estava entreaberta, e pela iluminação proveniente da TV ligada no aposento, pôde ver Jun.
                Ele estava enrolado em vários cobertores e gotículas de suor escorriam em sua testa.
                – Matsumoto-san! – Yuuki exclamou, entrando no quarto.
                Ele arregalou os olhos ao vê-la entrar. Sua respiração estava entrecortada.
                – O que está fazendo aqui? – sussurrou, enquanto Yuuki colocava a mão sobre a testa dele.
                – Você está queimando em febre! – constatou, sem dar atenção ao que ele dissera. Pegou o celular – O que está sentindo?
                – Meu peito dói muito... – Jun sussurrou, parecendo fazer um esforço enorme.
                – Vou chamar uma ambulância. – ela afastou-se, colocando o celular na orelha.
                Jun esticou o braço bom e segurou a manga da blusa dela. Enquanto ela informava o endereço, ele puxou-a para perto de si e segurou sua mão.
                – Fique comigo, onegai... – ele sussurrou.